terça-feira, outubro 15, 2002


Ela acorda de um sonho triste tendo o meu rosto cínico como seu avatar.
Destrói-me em pedaços com seu clamor por meus abraços via ondas de radio.
Eu a desejo mais forte do que nunca, tendo suas palavras constantemente repetidas em minha mente.Um sono mortal cai sobre meu corpo magro.
E em algum lugar das paragens etéreas do sonho encontro-a...sentada em cogumelos gigantes mascando chiclete menta.O sol vira uma luz estroboscopica amarela, um gigantesco flash, como se o universo quisesse nosso beijo de lembrança eterna para seu álbum de família.Você sorri revelando teus caninos pequenos.Sete luas nascem no horizonte.Nosso ultimo beijo.Acordo ao poucos.A luz emite sons orgânicos.Ainda posso ouvi-la: “suponho que teus afagos são meus”.Triste é seu semblante,minha realidade,nossas vidas que quase nunca se tocam....como toda musica triste deve ser.

Antártica>>>absence

segunda-feira, outubro 14, 2002

VAMOS DORMIR E ESQUECER O ONTEM....
Quando a noite vem, e as casas infinitas que rodeiam a Terra se encandeiam com as lâmpadas de fino filamento e as telhas se encharcam com a suave chuva de uma primavera quente, meu coração adormece em minha cama fria, com lembranças tristes do que um dia já foi minha vida, recitando Rinbaud para os gatos que eu tanto gostava.Agora vivo em frente a uma tv sem vida, sem um canal certo, morto pela vontade de morrer...mal do século 21...que nos uni e separa...sem minha gata preferida...e um vazio de dar medo...apenas eu e meu gato preto cheio de feridas de amor.