Explicações e considerações
Estou de volta ao meu velho livro laranja de lembranças, que mofou por alguns dias. Estava cansado de estar vomitando minhas pirações sobre minha vida, que parou em algum lugar entre 1999 e 2002. Muito bem, as pirações continuarão, mas com variações de enfoque. Algumas coisas devem ser diferentes de hoje em diante. Por exemplo...
Estive pensando em mudar todo o blog. Enegrece-lo. Vermelhiza-lo. Colocar estrelas de cores quentes. Cuspir num prato, fotografar e por de pano de fundo. Demonstrar minhas habilidades de webdesigner e menino antenado com o que há de mais moderno em termos de software caro como ouro que se adquire pirata em qualquer camelô, para as pessoas que não deixam de registrar suas vidas (às vezes tão ordinárias e normais que chega a me dar convulsões), que passam mais tempo blogando e pintando seu diário html ou xml ou css ou xoops ou seilamaisqueporra. E é justamente sobre isso que eu gostaria de verborragizar.
É doentio saber que tive discussões filosóficas sobre “cores e templates” para meu diariozinho virtual. Me peguei em frente ao espelho bolando todo um “lay-outizinho de bicha que passa o dia postando”. Porra, sou um mecânico de industria que quer ser jornalista ( o que já é muita ousadia pra um cara que não tem grana nem para um mclixo feliz), que diabos quero deixar de viver para escrever sobre mim e colocar bonequinhos vestidos de preto e com óculos escuros, como um avatar de um personagem da industria cultural que eu nas minhas fantasias de travesseiros gostaria de vir a ser?
Foi então que acordei. E resolvi viver um pouco. E larguei a idéia idiota de me preocupar com cores de weblogs. Essa pústula laranja vai continuar como esta. Com suas frases de homem que não amadureceu. Com tristezas de um dia árduo de trabalho. Quem não gostar, tudo bem.
Para entender melhor o que digo, aqui esta algumas partes de um texto do Marcelo Brandão:
“Muitos blogs são dedicados a contar os dias, as idéias e os sentimentos de algumas pessoas (...) De que adianta todo esse controle sobre a informação se não nos resta mais tempo para acessar tudo o que poderíamos? (...) Qual o sentido de rever o dia? Fica a grande questão: se eu fosse escrever sobre TUDO o que acontece na minha vida, quanto tempo sobraria para viver? E sobre o que eu escreveria? Para que serve um mapa tão detalhado se ele acabar substituindo a região a ser retratada? Que sentido tem um blog tão exato e tão meticuloso que a vida do blogueiro passa a ser o próprio blog? Como diferenciar dessa forma a pílula azul da vermelha? (...) Quando o tempo puder ser dilatado, ai sim eu ficarei contente. Ou talvez a solução seja diminuir as horas de trabalho, de forma a termos mais tempo livre para acessar as informações. Mas, pensando bem, menos horas de trabalho significarão mais produção de informação, sites, blogs, etc, etc.”
Ainda bem que não estou só em meus devaneios...
*
*
*
*
*
*
*
*
*
Veja s?...Quem diria...A musa do hardcore baiano nas paradas pop...eu tinha um colega que adorava essa menina. N?o sei como, mas ele conseguiu o telefone dela. Sempre que volt?vamos de algum show em Salvador fic?vamos na rodovi?ria por n?o ter ônibus pra voltar pra casa. Da? ele sacava o numero do bolso e ligava pra moça. N?o conseguia dizer nada. Ela xingava o cara todo. O moleque era t?o cara de pau que alem de ligar de madrugada, ligava a cobrar...Bizarro, bizarrou...